domingo, 22 de julho de 2018

Análise não-verbal: James Franco. Alegações de Assédio. Time's Up



Durante o Globo de Ouro de 2018, do qual James Franco saiu vitorioso como melhor ator, várias atrizes vieram à tona nas redes sociais o acusando de ser hipócrita após aparecer na premiação usando um broche da iniciativa que visa ajudar pessoas que sofreram abuso, o "Time's Up". As atrizes relataram casos em que o ator assediou sexualmente mulheres famosas e anônimas

O caso mais famoso de assédio praticado pelo ator James Franco ocorreu em 2014 com a atriz Ally Sheedy. Durante esse ano, o ator a dirigia em um espetáculo, no circuito Off Broadway, chamada "the long shrift". A atriz veio à publico através das redes sociais para reafirmar o ocorrido e se posicionar contra o ato hipócrita do ator.

No programa "the late show with Stephen Colbert", gravado logo após o ocorrido durante a premiação, o ator comenta a crítica que sofreu por ter usado o broche e acaba por comentar também sobre a alegação de assédio contra a atriz Ally Sheedy.

Vamos a análise:

Em 8 segundos do vídeo, enquanto o apresentador fala do ocorrido, o ator respira mais profundamente. James Franco está presenciando um episódio de ansiedade, e essa respirada mais profunda funciona como uma tentativa de se acalmar diante do que está sendo falando ou o que vai ser perguntado.

Aos 0:24, após o apresentador perguntar ao ator se ele sabe o porque foi criticado por ter usado o broche, James Franco pressiona os lábios em uma intensidade alta. Essa pressão altamente consistente com a emoção de raiva - frustração. Seu olhar se direciona para baixo. Movimento ocular consistente com vergonha.

Em 0:27, ao se referir das alegações nas redes sociais, James Franco afirma: "I didn't... haven't read them, I've heard about them". Durante essa frase existem itens interessantes a serem observados:

1) Há mudança no padrão da fala: Notem que após ele falar "i didn't" seu padrão de fala muda drasticamente. Durante "haven't read them, I've heard about them" a velocidade de sua fala aumenta consideravelmente. Esse aumento está ligado ao desejo de passar a mensagem de forma urgente devido a ansiedade, impaciência, medo, insegurança. De acordo com o Dr. Davird Craig, aumentar a velocidade da fala, além da ansiedade, pode estar ligada a uma mentira ensaiada

2) Alteração de tempos verbais: Nesse momento podemos dividir seu discurso em três partes: 1ª) quando ele fala "i didn't"; 2º) quando ele fala "haven't read them" e 3º) quando ele fala "i've heard about them". Todas essas três partes tem algo importante a nos dizer. Antes de entrarmos nesse assunto específico precisamos entender os tempos verbais falado pelo ator: "didn't" é passado perfeito, ou seja, o ato iniciou e terminou em algum momento do passado; o "haven't" é presente perfeito, ou seja, a ação iniciou no passado e continua nos tempos atuais. Ainda não foi terminada. Quando o ator fala "i didn't" ele é sincero, pois a primeira resposta é emitida pelo inconsciente e a estrutura da resposta nesse trecho está correta, porém ele logo faz uma pausa, e de acordo com a Análise do Discurso, a pausa significa um tempo para o cérebro pensar no que dizer, podendo indicar omissão; No segundo caso, quando ele fala "haven't read them" ele muda o tempo verbal para presente perfeito e omite o pronome "i" o que pode indicar mentira. No terceito item "i've heard about them" é verdade, pois a frase está estruturada de forma completa (pronome + complemento + verbo). Em resumo: 1º item é verdade, o 2º é provável simulação e o 3º é verdade. Podemos interpretar esse trecho da seguinte forma: Quando ele fala "i didn't" (provavelmente se referido ao fato de não ter lido as mensagens) ele se liga ao passado, ele realmente não as leu. Quando ele muda para "haven't" ele já simula, significando q ele pode ter lido essas mensagens em um passado mais próximo ao presente. E quando ele termina com "i've heard about them" (eu tenho ouvido falar sobre elas [mensagens]) é verdade e alguém falou dessas mensagens para ele. Muito provavelmente podemos concluir que o ator não leu as mensagens na hora, mas após alguém ter falado com ele sobre elas, ele procurou lê-las.

A partir de 0:31 ele fala da acusação de assédio sexual praticado contra a atriz Ally Sheedy. Nesse momento ele responde sobre algo que não foi perguntado. O entrevistador perguntou se ele sabia por que o estavam criticando, e o ator começa a falar sobre a acusação de 2014 contra a atriz Ally Sheedy.

Em 34 segundos ele diz "I have no idea what i did to Ally Sheedy (Eu não tenho ideia do que eu fiz para Ally Sheedy)", enquanto isso podemos notar um desnível na sobrancelha esquerda do ator. Essa assimetria facial não constitui linha de base facial do ator, devendo portanto ser analisada. De acordo com Paul Ekman quando existe assimetria na face há fortíssimo indício de mentira, isso ocorre porque há um conflito interno entre o que é verdade e o que está criado. Esse conflito é externado através da assimetria. Juntamente com essa assimetria podemos observar que o ator está em uma postura mais defensiva com os ombros arqueados para frente. Existe uma tentativa de se proteger

Em 0:39, o ator continua falando da sua relação com a atriz Ally Sheedy. Ele diz "I had nothing but a great time with her (Eu não tive nada com ela além de bom momento)". Ele verbaliza essa frase realizando um gesto com as palmas das mãos para cima. De acordo com Joe Navarro, esse gesto é conhecido como "rogatório (rogatory)" significa que o seu a gente está tentando convencer do que está sendo falado. É a mão de submissão. Passa a mensagem não verbal de: "Acredite em mim. Estou sendo sincero". Ainda de acordo com Navarro, esse gesto é muito usado quando a pessoa está contando uma mentira e necessita de convencimento. Segundo o mesmo, quando alguém está sendo sincero, ele não precisa convencer da verdade; o seu argumento, por si só, já se sustenta como verdade. Juntamente com esse gesto de rogatória, podemos notar que os cotovelos do ator estão "colados" no tronco, ocupando menos área espacial, indicando portanto submissão, falta de confiança em suas palavras. Em sua face podemos notar uma contração do corrugador (Au 4) bem como a elevação das partes internas e externas das sobrancelhas (Aus 1 + 2); há também uma leve elevação da pálpebra superior (Au 5) e a abertura (Au 25) e o estiramento horizontal dos lábios (Au 20), constituindo a expressão de medo.

Em 0:44 enquanto o ator verbaliza "I have no idea why she was upset... (Eu não tenho ideia porque ela estava nervosa...)" ele eleva o ombro direito. No contexto, o ator James Franco quer demonstrar desconhecimento em relação ao motivo da atriz estar nervosa. Quando queremos demonstrar desconhecimento, erguemos os dois ombros, passando a mensagem não-verbal de desconhecimento ("Eu não sei"). Quando queremos demonstrar desconhecimento mas erguemos apenas um dos outros, o desconhecimento é mentira; há uma assimetria. Em sua face notamos a presença de medo. Concluindo: o ator sabia o motivo dela estar nervosa.

Quando estamos fazendo uma afirmação sincera sobre nós mesmos encostamos completamente a(s) palma(s) da(s) nossa(s) mão(s) na região do tórax, principalmente na área do esterno. Em 0:56, quando o ator James Franco diz: "In my life, i pride myself on taking responsability for things that i've done (Na minha vida, eu me orgulho de assumir responsabilidade por coisas que eu fiz)" podemos notar que sua mão não está espalmada, denotando uma falta de sinceridade, sendo uma afirmação de cunho racional, e não emocional, como deveria.

Em 1:27, ao verbalizar "I don't wanna shut them down in anyway... (Eu não quero calar [as pessoas que se sentem vítimas de abuso] deforma alguma)". Ele mostra as palmas das mãos. De acordo com o antropólogo Desmond Morris, esse gesto significa um afastamento, um desejo de se distanciar. Dependendo do contexto, ele também pode ser visto como algo que não deve ser levado em consideração ou que deva ser refutado.Nesse contexto, podemos interpretá-lo como se o ator tivesse falando não-verbalmente: "Não quero calar as vítimas de abuso, nem ir contra elas, mas por algum motivo, prefiro me afastar". Nesse trecho existe sinceridade

Em 1:32 o falar "I think it's a good thing and i support it (eu acho que é uma coisa boa [campanhas contra o abuso sexual] e eu apoio)" ele demonstra três gestos ligados a mentira: Eleva o ombro direito, nega com a cabeça e fecha os olhos. Todos os três gestos são incongruentes com o que está sendo verbalizado. Elevar apenas um ombro, como já vimos anteriormente é um gesto assimétrico ligado a mentira; negar com a cabeça uma afirmativa é incongruente, e sempre que houver uma dissonância entre o que é verbalizado e o não-verbal, este último deve prevalecer; e o gesto de fechar os olhos significa não visualização e é realizado já no final do vídeo

Análise Não-Verbal: Naldo. Agressão à mulher. Posse de arma. Tristeza?




Há alguns dias foi vinculado em todas as mídias e em todos os canais de televisão, a agressão que o cantor Naldo praticou em sua esposa Ellen Cardoso (Mulher Moranguinho), que se dirigiu à delegacia para prestar queixa contra o ato de violência. Após vasculharem o apartamento do casal, a polícia encontrou uma arma de fogo, sem registro. O cantor foi acusado de agressão contra mulher e porte ilegal de arma de fogo. Foi detido e após pagar fiança, está em liberdade.

O cantor Naldo gravou um vídeo em que ele fala do acontecido. Nele, o cantor chora copiosamente. Será que seu choro é verdadeiro? Será que ele está realmente triste? E o que podemos dizer sobre a arma de fogo?

No vídeo, o cantor se diz arrependido pelo que fez e deseja demonstrar a emoção de tristeza.Essa emoção é expressada pela face na seguinte configuração: as partes internas das sobrancelhas se juntam e se elevam, formado rugas no centro da testa; os cantos dos lábios se abaixam; o queixo se eleva provocando rugas (exemplos abaixo)




Durante todo o vídeo, gravado pelo cantor, nós vemos a contração na parte interna das sobrancelhas, porém está ausente, durante todo o tempo, a queda do canto dos lábios. Isso pode configurar uma tristeza falsa ou que não corresponde com a intensidade dada.

Reparem que na foto Naldo aparece com a parte interna das sobrancelhas contraídas, mas os lábios se estiram horizontalmente, e não para baixo. Durante todo o vídeo é essa a configuração da "tristeza" sentida pelo cantor.

Outro indício de que há falsidade no que o cantor deseja transmitir é a ausência de lágrimas. A lagrima é um componente fisiológico que pode estar ligado à tristeza, ou a felicidade, dependendo da situação. O choro pode ocorrer de forma natural ou deliberada. A natural, como o próprio nome já diz, ocorre naturalmente e tem como uma das principais funções aliviar a dor sentida pela emoção negativa da tristeza; o choro deliberado ocorre como uma forma de gerar a empatia dos espectadores, tornando aquela emoção mais crível.

Durante todo o vídeo nós podemos observar a ausência de lágrimas que condizem com a intensidade da tristeza que ele está tentando transmitir. Em vários momentos ele pressiona os olhos fortemente em uma tentativa de fazer com que as lágrimas caiam.

Aos 0:58, Naldo comenta da arma. Ele diz que possui a arma devido a um assalto que ele teve em sua residência. Nesse momento nós podemos notar a elevação das sobrancelhas (parte interna e externa), elevação das pálpebras superiores, estiramento horizontal dos lábios e boca ligeiramente aberta, configurando a emoção de medo. Junto com essa expressão há um desvio do olhar para a direita, estando relacionado com desejo de fuga, como resposta emocional a esse medo. O medo, é uma das emoções ligadas ao mentiroso (medo de ser pego mentindo), e o gesto de fuga também pode ter relação com um depoimento mentiroso (quer fugir da situação pois sabe que é mentira o que está sendo falado). Nesse caso, não podemos saber com 100% de certeza se o medo e a fuga estão ligados a uma mentira, já que ambos também são congruentes com o contexto. Imaginem que Naldo é uma pessoa pública, que tem uma arma sem registro e isso pode prejudicar muito sua carreira. O medo e a fuga, nesse caso revelam-se congruentes.

Em 1:06 do vídeo, ele fala que desconhecia a localização da arma. Nesse momento, ele realiza um gesto com os ombros que se chama "shoulder shrug", que ocorre quando os dois ombros se elevam. Esse gesto é universalmente conhecido como desconhecimento ("Eu não sei"). Nesse momento há uma certa congruência; porém, Naldo se refere ao desconhecimento dizendo que sua esposa confirmou para os policiais que ele não sabia de nada. O gesto de desconhecimento pode estar ligado ao fato dela ter falado que ele desconhecia a localidade da arma, e não que ele realmente não sabia aonde a arma se encontrava. Ele verbaliza: "Ela fala que eu nem sei.."; de acordo com a análise do discurso, "nem" é diferente de "não", indicando omissão. Existe, portanto, uma possibilidade dele saber aonde estava a arma, mas naquele momento, isso não passou pela sua cabeça. (devemos assistir ao vídeo para observarmos a dinâmica do gesto).

Sob o aspecto da análise do discurso, podemos fazer algumas outras observações. Ele faz uso exagerado dos pronomes "eu" e "meu" ao invés de "a minha esposa", "ela", "dela", etc. Quando fazemos algo que prejudica alguém que gostamos, nos arrependemos e estamos preocupados com aquela pessoa, o correto é direcionarmos todo o nosso pesar, a nossa preocupação à pessoa que ofendemos ou praticamos algum ato mais grave, como no caso. 


SUMÁRIO: Além da tristeza falsa, durante todo o vídeo o cantor Naldo se refere aos seus próprios interesses; sua preocupação é direcionada a ele mesmo - a sua carreira, a sua visibilidade com o público, a perda da oportunidade de ter mais contato com sua filha, etc. Isso pode demonstrar uma certa característica egocêntrica e até narcisista; e reafirma a falta de preocupação com a vítima dos acontecimentos. Se há alguma emoção negativa presente em Naldo, ela pode estar direcionada ao que ocorrerá consigo mesmo, e não à sua esposa agredida.

Análise Não-Verbal: Dilma e seu discurso em Portugal

Dilma deu uma entrevista, em Portugal, para um jornalista. Dessa entrevista surgiram diversas pérolas, como por exemplo, o fato dela dizer que é "work-alcoolic". Será que ela realmente quis dizer que era alcoólatra? E o que sua linguagem corporal nos mostra?

Três detalhes verbais e não-verbais nos chamam atenção

Movimentos descoordenados: Durante os quase 2 minutos de vídeo, podemos observar que sua gesticulação está completamente fora de ritmo, ou seja, o ritmo da fala é diferente do ritmo da gesticulação. Isso se dá pela liberação de hormônios ligados a ansiedade, como o cortisol, por exemplo. Para observarmos esses movimentos descompensados, é necessário assistir ao vídeo e prestar atenção nessa diferença. A ansiedade pode estar relacionada ao fato de estar dando uma entrevista, e não saber o que falar, como se portar.

"Tongue jut": Consiste em colocar a língua para fora durante a fala. Em quase 2 minutos, Dilma realiza esse movimento sete vezes. Isso ocorre devido a ansiedade. Quando estamos sob nervosismo, nossos lábios secam, e a língua tem a função de umedecer-los como uma tentativa de nos tranquilizar do que causou essa tensão. Esse ato de passar a língua nos lábios, pode significar desejo de fuga da situação, causado pela ansiedade (na foto abaixo podemos ver o "tongue jut")



Movimento com apenas um braço: Quando estamos discursando e/ou dando entrevistas, as informações que serão transmitidas, passam previamente pelos dois hemisférios cerebrais. Quando gesticulamos a mesma coisa deve acontecer. A gesticulação deve acontecer com os dois lados do corpo - com as duas mãos. Isso ajuda a criar empatia e conexão com os espectadores; ao contrário, gesticular com apenas uma das mãos/braços, pode prejudicar o agente. Dilma gesticula apenas com sua mão dominante - a direita, deixando de se conectar com os espectadores.

Falta de raciocínio lógico: Em todo discurso devemos seguir um raciocínio lógico de ideias; a quebra dessa lógica significa dizer que há incertezas e desconhecimento do que está a falar.


Em 0:26, Dilma exibe uma expressão de medo ao falar da lei antiga que permite que ela seja Presidente mesmo estando afastada. Essa emoção de medo se dá devido ao estiramento horizontal dos lábios e pelo levantamento das sobrancelhas.

Ato falho: O ato falho, ou lapso freudiano, ou ainda "freudian slip" é um erro na fala, na escrita, ou numa ação física, que seria causada pelo inconsciente, ou seja, através do ato falho o desejo do inconsciente é realizado. Por isto pode ser concluído que nenhum gesto, pensamento ou palavra acontece acidentalmente. Para Freud, o ato falho era como sintoma, constituição de compromisso entre o intuito consciente da pessoa e o reprimido. Ato falho abrange também erros de leitura, audição ou dicção de palavras, neste caso são circunstâncias acidentais que não tem valor e não possuem consequência prática. Os atos falhos podem ocorrer devido a falta de atenção, cansaço, eventualidade, porém podem ser interpretados como manifestações reprimidas. Em outras palavras, constitui o lapso freudiano quando uma pessoa diz algo, mas sua intenção era dizer outra coisa completamente diferente.

Dilma, em 1:46, fala "work-alcoolic" ao invés de "workaholic". Isso constitui um ato falho; esse lapso pode estar ligado a algum desejo do inconsciente referente à bebida, mas também pode ser apenas um erro de pronúncia. É sabido q a ex-Presidente não é muito familiarizada com a língua inglesa, por tal motivo, existe uma chance de ser apenas um erro; sem excluir, logicamente, a possibilidade de ser um desejo reprimido pelo consciente.

Análise Não-Verbal: William Waack. Piada racista?


Há uns dias foi divulgado nas redes sociais um vídeo em que o jornalista William Waack profere comentários de cunho racista, enquanto se prepara para entrar ao vivo, no dia das eleições presidenciais norte-americanas em 2016.

O que o jornalista está nos comunicando, de forma não verbal, durante esse infeliz episódio?

Vamos a análise:


0:19. Waack se vira para seu colega, o jornalista Paulo Sortero, e verbaliza: "Preto, né?". Imediatamente, Sotero emite uma expressão de medo através da contração do músculo risorius, provocando o estiramento horizontal dos lábios. Esse medo provavelmente está ligado a repercussão negativa que esse comentário poderá ter no futuro. Realiza também um afastamento com o corpo, em direção oposta a Waack. Esse fenômeno de distanciamento ocorre quando não gostamos ou não concordamos com o que estamos ouvindo/vendo.


0:21. A contração do músculo risorius aumenta. Nesse momento Paulo Sotero tenta mascarar o medo com um sorriso falso. O distanciamento em relação a William Waack também aumenta.
Esse sorriso é falso devido a trajetória da expressão. De acordo com Paul Ekman, quando a expressão é espontânea, ela começa de forma gradativa, chega no ápice e vai se desmanchando também de forma gradativa. Quando a expressão começa e termina de forma brusca, significa que ela é deliberada, pois sua trajetória é menor. Podemos notar que o distanciamento em relação a William Waack também aumenta.
Em um sorriso, falso ou verdadeiro, existe a presença do zigomático maior, responsável pelo estiramento dos cantos da boca pra cima. No caso, o estiramento é horizontal para os lados, devido a presença do medo.


0:22. O Jornalista William Waack emite uma expressão de felicidade, através de um sorriso verdadeiro. Em um sorriso verdadeiro existe obrigatoriamente a contração de dois músculos: o zigomático maior (eleva as extremidades da boca para trás e para cima) e os orbicularis oculi responsável por contrair as extremidades dos olhos formando os "pés de galinha". Essas contrações estão expressas no rosto de Waack.

0:23. William Waack realiza um gesto chamado de "up on toes" ao verbalizar "...coisa de preto". Esse gesto consiste em elevar os ombros e até mesmo o corpo todo na ponta dos pés por uma fração de milésimos. Esse movimento feito pelo jornalista deve ser observado na dinâmica do vídeo para melhor entendimentoEsse gesto ocorre pela liberação de grandes níveis de adrenalina, e significa um estado de excitação. A felicidade continua em sua face.

"... coisa de preto" é um discurso carregado de discriminação. Quando verbalizamos usando, por exemplo, a expressão "isso é coisa de..." estamos limitando a ação a determinado grupo de pessoas. Quase na maioria das vezes a ação da qual estamos nos referindo é negativa, prejudicial. Quando essas expressões aparecem e há a intenção de tratar determinado grupo de forma desigual ou injusta, a palavra escolhida para se referir a esse grupo é sempre com a intenção de desprezar, submeter, inferiorizar. Por exemplo: "Isso é coisa de preto", "isso é coisa de gordo", etc. As palavras "preto" e "gordo" tem intenção menosprezar o grupo.


0:31. William Waack demonstra a expressão de desprezo devido a contração do músculo do Bucinador responsável pela retração dos lábios e estreitamento das comissuras. A contração de Waack ocorre no lado esquerdo da sua face. (na foto abaixo podemos ver a prototipagem básica do desprezo).

Análise Não-Verbal: Rodrigo Maia. Traição. Sua relação com Michel Temer


Esse presente artigo não tem a finalidade de afirmar ou influenciar qualquer 
direcionamento político, visa mostrar o que o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia tem a nos dizer não-verbalmente.
As mídias vincularam noticias de que o relacionamento entre o Presidente da Câmara Rodrigo Maia e o Presidente da República estaria abalado. Maia demonstrou insatisfação em relação a ministros do governo e em relação ao partido de Temer que filiou um senador que estava sendo cotado pelo partido de Rodrigo, o Democratas.

O Presidente da Câmara, ao sair de um restaurante, foi abordado por repórteres e questionado sobre essa ação de Temer.

Vamos a análise:
















Logo no começo do vídeo podemos observar uma expressão de desprezo, ao falar de sua relação com Temer. Essa expressão é caracterizada pela contração do músculo bucinador, no caso de Maia, no lado esquerdo da face. 


Em 0:36 quando Maia fala que ele e o Presidente Temer não vão fugir da agenda ele realiza um gesto de manipulação. Ele verbaliza "nós não vamos fugir da nossa agenda", ao negar verbalmente, Maia realiza um gesto de negação com a cabeça. Em um primeiro momento esse gesto estaria congruente com o depoimento (nega verbalmente e não-verbalmente), porém logo após terminar sua sentença, ele realiza um gesto de afirmação com a cabeça,desta vez inconscientemente. Isso ocorre quando o agente sabe que terá que negar para convencer e, conscientemente, realiza o gesto de negação com a cabeça neste intuito. Quando a sentença está no final tendemos a agir mais inconsciente pois já convencemos do que tínhamos que convencer através de um gesto realizado de forma congruente com o que foi expresso. Nesse momento o corpo denuncia a manipulação através de um gesto contrário do realizado antes. (para melhor entender o gesto de manipulação, deve-se assistir ao vídeo).


Em 0:39 ao falar do problema que tem com o Presidente Temer, seus olhos adotam a configuração chamada "White and Wide"(Jack Brown). Consiste em uma abertura maior das pálpebras deixando a esclerótica (branco dos olhos) mais a mostra dando uma aparência de olhos arregalados. Essa configuração denota que nesse momento, Rodrigo Maia teve um pico de adrenalina em resposta a ansiedade. Essa maior abertura dos olhos pode ser vista em momentos de raiva moderada ou até mesmo em emoções de medo, surpresa, etc.


Aos 0:48, Maia realiza um gesto chamado Tongue Jut, que consiste me projetar a língua para fora da boca. De acordo com Joe Navarro, esse gesto é realizado toda vez que fazemos ou vamos fazer algo tido como incorreto e/ou queremos nos safar de alguma situação.

Em 0:53, Rodrigo Maia diz: "Como é que eu posso brigar com o Presidente? O Presidente é meu amigo. Ele me respeita, eu respeito ele." De acordo com as técnica de análise de discurso existe incerteza e mentira nas palavras do Presidente da Câmara. Maia já começa sua afirmação com uma pergunta ("Como é que eu posso brigar com o Presidente?"), e o correto seria afirmar que não brigaria ou não brigará com o Presidente ("Eu não brigaria com o presidente" ou "Eu não vou brigar com o presidente"). Trocar uma afirmação por uma pergunta passa a responsabilidade da resposta para os interlocutores. Pergunta subentende uma incerteza, enquanto responder com uma afirmação denota certeza.

Nesse mesmo trecho, repare que o Presidente da Câmara prolonga a ultima letra da palavra "Presidente". Esse tipo de recurso acontece quando queremos pensar no que vamos falar em seguida. O indivíduo prolonga, no caso, a última letra como uma forma do cérebro ganhar tempo para pensar na próxima palavra que vai usar e/ou pensar se vai falar ou não o que previamente planejou.


A partir de 0:58, Rodrigo Maia começa falando que nunca usaria uma denúncia para fazer um movimento contra o Presidente da República. Ele segue dizendo que isso seria algo "pequeno", "de um homem menor", "de um homem sem caráter". No momento em que ele verbaliza a frase "sem caráter" os lábios se movimentam de forma exagerada para os lados, é o chamado "Exaggerated Mouth Movement". Essa ação é notada sempre que, ao verbalizarmos qualquer frase, fazemos de forma exagerada. Significa dizer que o agente da ação se sente alfa em relação a pessoa de quem ele está falando ou com quem ele está falando. Isso ocorre porque as pessoas que se sentem mais dominantes, em um tom emocional alfa, tendem a ocupar mais área espacial, serem mais espaçosos, Quanto mais espaço ocupam, mais dominantes são. Assim sendo, gesticulando as palavras de forma mais ampla, são mais observados, mais admirados. O Maia ao gesticular "sem caráter" desta forma mais ampla quer passar para os espectadores que ele é quem domina; se levarmos em consideração que o dominador deve ser mais inteligente e mais sagaz que os demais, podemos concluir que Rodrigo Maia, se for fazer algo contra Temer, vai saber fazê-lo de uma forma alfa. Juntamente com o movimento exagerado dos lábios, ele realiza o ato de fechar os olhos - Eye Shielding - Está ligado com a não visualização. Bloqueio.


Em 1:20, Rodrigo Maia emite novamente um "Tongue Jut"quando ele fala da opinião equivocada da população ao acharem que ele iria derrubar o Presidente

Em 1:23 a 1:29, Maia diz: "No meu dicionário não existe essa palavra de traição". Nesse momento ocorrem diversos sinais verbais e não verbais que indicam um desconforto mental ou estresse psicológico. Esse estado de desconforto é chamado de Dissonância Cognitiva. Ocorre quando nos expressamos de forma contraditória as nossas ideias, crenças ou valores. Tal desconforto pode ser observado verbalmente ou não-verbalmente

Verbalmente podemos notar que há uma certa dificuldade de Rodrigo Maia em passar a mensagem. Ele hesita e leva muito tempo para falar a simples frase "no meu dicionário não existe essa palavra de traição". A dificuldade em fazer essa afirmação ocorre devido a ansiedade resultante da dissonância em que ele se encontra.

Não-verbalmente, o Sistema Nervoso Central de Rodrigo Maia exibe um grupo de sinais como resposta a esse conflito cognitivo.


Em 1:26 ele realiza um gesto de fuga ao afastar a cabeça para trás. Exibimos esse gesto quando não acreditamos no que estamos falando, não respeitamos ou não gostamos do interlocutor ou de quem estamos falando. Queremos nos afastar.


Em 1:28 Rodrigo Maia emite uma expressão facial de medo através do levantamento da parte interna e externa das sobrancelhas, contração do corrugador, elevação das pálpebras superiores, leve estiramento horizontal dos lábios e separação dos lábios.

Análise não-verbal: Dona Regina e atores da Globo. Exposição de arte. Emoções



Foi ao ar no programa "Encontro com Fátima Bernardes" um acontecimento importante de ser observado.
O assunto em questão era sobre uma exposição de arte bem polêmica, em que crianças interagiam com um ator nu.
Um repórter estava na platéia para que algum espectador ali presente pudesse emitir sua opinião sobre a polêmica exposição. No palco, além dos apresentadores e de outros convidados, estavam a atriz Andreia Horta e o ator Bruno Ferrari. Uma senhora chamada Dona Regina se manifestou festou contra tal ato artístico. Essa manifestação rendeu ótimas análises não verbais.

Enquanto a senhora explicava que não era contra a arte, mas que era contra a exposição, podemos notar micro expressão de raiva na atriz Andreia Horta.



Em 0:15, note que há tensão no corrugador dos supercílios (entre as sobrancelhas), nas pálpebras inferiores, e uma leve pressão nos lábios. Essas unidades de ação são pertencentes a emoção de raiva.

A senhora continua emitindo sua opinião, e a atriz continua emitindo raiva, dessa vez, alem de notarmos a raiva em sua face, podemos perceber um efeito fisiológico da emoção. Há uma alternância em seu padrão respiratório (observe com a dinâmica do vídeo em 0:35).

O repórter que estava com a Dona Regina pergunta a atriz o que ela acha. Ela verbaliza que prefere não comentar ao mesmo tempo e emite um sorriso falso, chamado de "miserable smile". Esse tipo de sorriso é falso e é emitido por uma pessoa quando ela está em uma situação desconfortável, mas deseja passar exatamente o oposto.

"Como identificar se esse sorriso é falso?"

Em um sorriso verdadeiro existe obrigatoriamente a contração de dois músculos: o zigomático maior (eleva as extremidades da boca para trás e para cima) e os orbicularis oculi responsável por contrair as extremidades dos olhos formando os "pés de galinha", como mostrado a baixo.

No caso da atriz, não vemos essa configuração. Note que apenas o zigomático maior é ativado. Não há contração dos orbiculares. Portanto, o sorriso é falso.
Alem disso, mais dois itens contribuem para reafirmar que esse sorriso emitido é falso: Existe tensão nas pálpebras inferiores da atriz e o sorriso dura mais tempo do que deveria.

Após esse trecho, entre 0:41 e 0:45, o ator Bruno Ferrari começa a falar. Ao iniciar sua indagação, ele projeta seu corpo para frente, mantém as mandíbulas tensionadas e usa um tom de voz mais forte, agressivo, principalmente ao verbalizar "exposta ao quê?". Esses três itens foram um cluster (conjunto) de intimidação, agressividade pela discordância. Note também que ao final - após verbalizar "... ao quê?" - ele faz um gesto com sua mão esquerda, batendo o antebraço em sua perna. A velocidade e a intensidade com que ele realiza os gestos mostram que está havendo em seu corpo liberação de substâncias como a adrenalina, muito comum na emoção de raiva.

Em 1:01, após ouvir a explicação da Dona Regina à pergunta do ator ("exposta ao quê?"), ele imediatamente emite um gesto com a língua conhecido como "Tight Tongue Jut" que consiste em colocar a língua pra fora mantendo os lábios tensos. Esse gesto remete a nossa infância quando determinada comida não nos agradava e queríamos cuspir. O Tight Tongue Jut, indica desdenho, repulsa pela pessoa ou pela ideia emitida pela pessoa. Ocorre quando queremos "cuspir" ao ouvir aquela ideia.

Em 1:04 Dona Regina emite sua opinião e termina com "é o que eu acho". Imediatamente a atriz Andreia Horta responde "claro", mas podemos ver uma incongruência não verbal.

Em 1:06 ao verbalizar o "claro!" vemos expressão facial de nojo devido a contração do sulco nasolabial (elevação do lábio superior) juntamente com o que chamamos de "Eye Blocking" (Joe Navarro) que é um fechamento dos olhos diante daquilo que não gostamos, que não concordamos. Fechamos os olhos para bloquear aquele estímulo visual indesejado.

A partir desse minuto (1:06) podemos observar um forte desequilíbrio emocional. os gestos da atriz são emitidos de forma desequilibrada e tensa. Isso se dá como resposta fisiológica da raiva. Durante essa emoção nosso corpo libera adrenalina, fazendo com que o ritmo cardíaco aumente influenciando diretamente no ritmo da fala, no ritmo gestual e até no fluxo de pensamento, causando quebra no raciocínio lógico e na linha de pensamento, o que provoca frases desconexas, gagueiras, etc.

sábado, 21 de julho de 2018

Análise não-verbal: Aécio Neves. Contração exagerada no centro da testa

                           


O senador Aécio Neves gravou um vídeo de mais de 3 minutos em que ele se explica e afirma que não cometeu qualquer crime.
Durante todo o momento do vídeo, podemos notar que há contração no corrugador do supercílio juntamente com o levantamento da parte interna das sobrancelhas.
Charles Darwin denominou o músculo responsável por realizar o levantamento da parte interna das sobrancelhas de “músculo do pesar” (“grief muscle”). Esse movimento produz ruga(s) transversal(is) no centro da testa.
Geralmente, o músculo do pesar vem acompanhado com a contração do ângulo da boca (as extremidades da boca se direcionam para baixo, formando uma espécie de U invertido), nesse caso, significa dizer que o agente está exprimindo tristeza, pesar, etc.
Duas coisas devem ser observadas: Se a contração o “U invertido” está presente, e por quanto tempo a face está emitindo a contração do “músculo do pesar”.
O vídeo do Senador Aécio Neves tem mais de 3 minutos e durante todo esse tempo há a contração da parte interna das sobrancelhas (nesse caso, conjugada com a contração do corrugador do supercílio). Sempre que houver um exagero nessa contração muscular, devemos considerar algumas hipóteses:
1 – Extremamente triste – deve ser consistente com o U invertido
2 – Passando por momento de dor moral  - também deve ser consistente com o U invertido
3 – Má atuação
4 – Falta de sinceridade, mentira
Na imensa maioria dos casos, o significado fica a cargo dos itens 3 e 4.
Além dos significados a cima, se observarmos tal contração muscular de forma crônica, existe a possibilidade do a gente apresentar comportamento sociopata e/ou narcisista. Somente poderemos confirmar essa condição psicológica através de um exame realizado pelo profissional competente.

Será que Aécio está sendo sincero neste vídeo? 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Leitura não verbal e grafológica do Donald Trump




Análise por:
  • Thaís Guimarães - Grafóloga.
  • Damis Nemitz - Especialista em Linguagem corporal e micro expressões faciais.
Grafologia é a ciência que estuda a personalidade das pessoas através da escrita. A Linguagem corporal integra a comunicação não verbal, analisando os gestos, expressões faciais, postura, dentre outros inúmeros aspectos. Ambas as ciências vem auxiliando profissionais de diversos ramos, como profissionais de Recursos humanos e do Direito, Psicanalistas, Psicólogos, etc. 


Análise da Linguagem corporal de Donald Trump

Imagem 1:




  Nessa imagem podemos observar os lábios de Donald Trump: estão contraídos para dentro e ligeiramente apertados. Sinal clássico de ansiedade e tensão. Significa dizer que nesse exato momento, sua mente está tentando suprimir alguma emoção - geralmente negativa – ou seja, ele não deseja evidenciar o que está sentindo de verdade, e ao mesmo tempo tenta evitar que essa mesma emoção cresça dentro dele.
O queixo enrugado comprova q essa emoção é negativa; geralmente relacionada com tristeza.
Ele tenta esboçar um sorriso para esconder a tensão. O sorriso, dentre várias funções, pode ser dado quando estamos realmente felizes ou para esconder alguma emoção, em geral negativa.
A cabeça de Donald Trump encontra-se acima de 90 graus, denotando arrogância. Em uma foto logo abaixo, faço maiores considerações sobre a inclinação da cabeça na leitura não verbal.

Imagem 2:




  Donald Trump usou e abusou desse gesto de apontar o dedo durante toda a sua campanha eleitoral. É um gesto extremamente negativo. Denota autoritarismo exagerado.  Não é à toa que é  comumente observado em líderes autoritários ao redor do mundo. É um gesto com uma boa carga de agressividade. Deve ser evitado por um líder que deseja passar a imagem de mais democrático, liberal.
Seu ombro esquerdo encontra-se tenso. Demonstrando um certo grau de tensão corporal.

Imagem 3:



 
  Nessa imagem, a primeiro momento, devemos observar para qual direção Trump está olhando. De acordo com a PNL, quando uma pessoa destra (caso de Donald Trump) olha para baixo e esquerda, ela está entrando em um diálogo interno, falando consigo mesma, está em um momento de reflexão.
Seus lábios estão sem tensão alguma, levemente para frente (fazendo o famoso “biquinho”) e levemente arqueados para baixo.
Se juntarmos esses sinais, chegamos à conclusão que Donald Trump está avaliando alguma situação internamente. Está fazendo considerações. 

Imagem 4:




  Nessa foto podemos notar a expressão facial clássica de nojo.
O nojo é representado na face pela elevação do lábio superior (podendo tornar até os dentes visíveis dependendo da intensidade, como é o caso da foto acima) e pelas rugas ao redor do nariz, sendo esse o sinal mais confiável do nojo.
Essa emoção pode ser física ou moral: física quando é associado a impurezas, alimentos estragados, barata, vômito, etc.; Moral é quando está direcionado a pessoas.
Podemos observar que Trump está realizando o gesto de apontar, um dosa preferidos dele. Como visto anteriormente, é um gesto que denota muita agressividade.
Nos leva a crer que o nojo é moral.

Imagem 5:





Na imagem acima, a primeira coisa que podemos perceber é a posição de sua cabeça.
Basicamente podemos avaliar, dentre outras, 3 posições mais comuns da cabeça:
 - A posição reta: Esta é representada pela cabeça a 90 graus. É a forma mais neutra. Não há confiança em excesso e nem a falta dela.
 - A posição < 90 graus: Quando está direcionada para baixo, ou seja, quando olhamos para o chão. Essa posição denota falta de confiança.
 - Posição > 90 graus: Quando está direcionada para cima. Olhar desta forma,estando de “nariz empinado” denota muita arrogância e superioridade em relação aos demais. Deve ser evitada, principalmente por líderes.
No caso da foto podemos reconhecer como sendo o último tipo descrito. Note que Trump tem sua cabeça posicionada acima de 90 graus.

Imagem 6:




A face de Trump encontra-se bastante tensionada e voltada para a expressão de raiva.
Essa emoção é expressa pela face quando as sobrancelhas se aproximam e se abaixam; as pálpebras ficam tensionadas e os lábios se apertam. Nessa imagem ao invés do atual presidente pressionar o lábio superior contra o inferior, ele expõe os dentes de cima e o pressiona contra o lábio inferior. É uma das variações da raiva.
Novamente vemos seu dedo apontado, o que denota agressividade e despotismo.





Análise feita por Damis Almeida Nemitz, professor e especialista em Linguagem não verbal.
Contato: damisalmeida@gmail.com








Análise grafológica da escrita de Donald Trump por Thaís Guimarães


NOTA: A análise grafológica corresponde à junção de vários testes psicológicos, ou seja, a amplitude de informações obtidas é gigantesca e superior a todo e qualquer teste psicológico existente na atualidade. Portanto, a análise feita nesta postagem é ampla, minuciosa e rica em informações precisas. 


 A intransigência, o despotismo, a dissimulação, o alto nível de energia e características afins são facilmente visíveis pelo Grafólogo bem preparado. Existem conflitos internos de grande monta, indício de psicopatologia. O perfil grafológico não nos deixa dúvidas: trata-se de uma personalidade de risco, todavia o Grafólogo não faz nenhum tipo de diagnóstico. A análise não verbal guarda grandes similaridades com a análise grafológica, o que considero fantástico.

PARA LER A ANÁLISE NA ÍNTEGRA CLIQUE AQUI