segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Análise de Pedro Paulo (Secretário Municipal do RJ) e sua ex-mulher, sobre agressão



Link Para o video

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/02/em-video-ex-mulher-de-pedro-paulo-diz-que-agressoes-partiram-dela.html


Em outubro de 2015, foram divulgadas primeiras notícias de que o secretário municipal do Rio de Janeiro, Pedro Paulo teria agredido sua mulher, Alexandre Marcondes, durante uma briga ocorrida em 2010
Pedro Paulo foi à publico e admitiu ter agredido Alexandra. Dias depois a imprensa revelou outro episódio de agressão, ocorrido em São Paulo, em 2008.

Alexandra alterou duas vezes seu discurso, em relação ao caso.
Em 2010, sua esposa, havia feito um boletim de ocorrência relatando que foi agredida com "socos e chutes". No final do ano passado, a acusação foi retirada pela mesma.
Em outro momento, ela veio à público informar que não foi agredida e que estava apenas se defendendo. Alexandraque teria iniciado as agressões.




Nota: A escrita sobre a análise, não exclui a visualização do vídeo.
É de extrema importância assistir ao video juntamente com a leitura da análise e a observância das fotos, pois através do vídeo pode-se perceber as mudanças corporais descritas na análise.



1:19 – “Eu cometi um erro...” Apesar dele afirmar verbalmente do erro que cometeu e acenar positivamente com a cabeça (congruência entre verbal e não-verbal), ele deseja convencer que acredita que foi um erro pois o gesto de afirmação com a cabeça se dá de forma mecânica e repetitiva. Isso é comum em pessoas que querem passar a imagem de “bom moço” e que foi apenas um “deslize”. Quer ganhar a simpatia dos espectadores

1:21 - “Eu traí a minha mulher”. Diz a verdade. Congruência entre verbal e não verbal (acena sim com a cabeça e afirma com as palavras)

1:30 – Passar a língua entre os lábios. Gesto pacificador que revela uma dose de ansiedade. Passa a mensagem não-verbal de: “fiz besteira”, “fui uma pessoa má”









1:36 – Milésimos de segundos antes dele afirmar (verbalmente e não-verbalmente) que não admite ser visto como um agressor, ele afirma com a cabeça. Isso é tido como manipulação
O corpo percebe que está incongruente, e logo muda sua abordagem não-verbal


1:37 – Nega com a cabeça que tenha comportamento violento, juntamente com a fechada de olhos. Significa que ele não quer ver o que está dizendo
A pessoa quando se declara inocente, afirma com os olhos abertos para mostrar sinceridade






1:39 – “Essa não é a minha atitude”. Novamente há manipulação. A negação com a cabeça se dá de forma atrasada.

1:45 – “Eu não tenho qualquer tipo de comportamento PARECIDO com aquilo que prevê a Lei Maria da Penha”
Ato Falho. Ele querendo dizer que não tem comportamento agressivo, acaba se denunciando verbalmente.
A entonação vocal na palavra PARECIDO, mostra que ele sabe que seu comportamento é agressivo

2:25 – “Nós somos um casal como qualquer outro”. Afirma verbalmente, mas a cabeça nega. Nessa afirmação ele fecha os olhos (Não quer ver a mentira que conta)


2:28 – Nesse momento, ele demonstra uma Micro-expressão forjada. Ele quer demonstrar uma certa tristeza pelos acontecimentos, com a finalidade de criar, gerar empatia aos olhos das pessoas, mas pela tensão facial, essa expressão parte para o medo






2:30 – Inclinação de cabeça forjada.
Na Linguagem corporal, a inclinação de cabeça passa uma imagem de submissão pois deixa a mostra partes vulneráveis do pescoço.
No contexto, ele realiza esse gesto deliberadamente para conquistar a empatia, mas na verdade, indica incerteza.






2:32 a 2:40 – Expressões faciais falsas e dialogo armado (típico de político). Tem desejo de convencer os outros e criar simpatia
Ele apresenta várias contrações na testa como forma de criar empatia, mas na verdade, demonstra incerteza e atuação. Nota-se que não há espontaneidade no gesto

2:41 a 2:45 – Novamente há a contração exagerada na testa, demonstrando atuação e falta de sinceridade, a fim de criar empatia
O tom de voz fica mais suave, mais calmo, reforçando a ideia de dissimular







2:51 a 2:55 – Olha para baixo. Sinal de submissão, desconforto e vergonha. Desejo de esconder algo.
Apresenta tensão e nervosismo em todo seu corpo.






2:57 – “Ele nunca foi um cara agressivo”. Há um fechamento dos olhos demonstrando que não quer "ver" as agressões que sentiu








2:59 - "Ele não se trata de uma pessoa agressiva". Novamente, há incongruências na testa demonstrando incerteza. Tal incerteza é comprovada pela sobrancelha direita (ela sobe mais que a outra).
Há micro expressão de surpresa com tensão de medo





3:04 – Tensão ao longo de sua face. Incongruente quando se fala de uma pessoa que é inocente


3:42 a 3:43 – “Eu bati no Pedro Paulo?? É obvio que eu bati”
Nesse trecho há pistas que denunciam uma mentira: usar uma pergunta para justificar e logo após responder com as mesmas palavras da pergunta
Quando ela fala “é obvio que eu bati” ela contrai um ombro, nega com a cabeça e sobe a sobrancelha direita. Incerteza completa. Ela não agrediu o ex-marido.


Além destas pistas corporais, o fato dela ter mudado seu discurso em relação ao caso denota um indício fortíssimo de mentira.




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